Moradores afetados pelas enchentes em áreas ribeirinhas de Ciudad del Este foram orientados a não acelerar o retorno para casa, mesmo com a redução do nível da água em alguns imóveis. O alerta foi feito pelo comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários da cidade, Andrés Fernández.
Segundo informações divulgadas inicialmente pelo Diario Vanguardia, Fernández afirmou à Radio La Clave que a baixa da água não representa o fim do perigo. De acordo com o comandante, a fase posterior à inundação pode trazer ameaças graves, como risco de choque elétrico, comprometimento de paredes e pisos, contaminação e problemas sanitários.
O comandante destacou que, após o avanço da água, as estruturas das casas podem apresentar fissuras, erosão e enfraquecimento do piso, o que exige cautela antes da reocupação. Ele também advertiu para a possibilidade de novos episódios de chuva nos próximos dias, o que manteria o cenário de instabilidade nas áreas afetadas.
Entre as principais orientações repassadas pelos bombeiros estão não entrar em imóveis alagados sem verificar antes se o local oferece segurança, evitar contato com cabos elétricos, tomadas e instalações que tenham ficado sob a água, e não circular por ruas inundadas, pontes danificadas ou terrenos instáveis.
A corporação também recomenda manter crianças longe de arroios, canais, bueiros e acúmulos de água. Outra orientação é não consumir água que possa ter sido contaminada pela enchente e usar botas, luvas e outros equipamentos de proteção durante a limpeza das residências.
Os bombeiros ainda pedem que os moradores inspecionem cuidadosamente a casa antes de voltar a ocupá-la, incluindo a verificação da presença de insetos, animais peçonhentos e outras ameaças deixadas pela cheia.
De acordo com a publicação, o Corpo de Bombeiros Voluntários de Ciudad del Este mantém plantão permanente, e a linha de emergência 132 segue disponível 24 horas por dia.
Em uma região de forte circulação entre Brasil e Paraguai, orientações desse tipo têm impacto direto sobre comunidades que vivem próximas ao rio Paraná e acompanham com atenção as consequências das cheias na Tríplice Fronteira.