Casal brasileiro é preso em Ciudad del Este suspeito de exigir R$ 25 mil de médicos

Prisões ocorreram durante uma operação de entrega controlada; investigação aponta que valor seria cobrado para que profissionais não fossem denunciados após cirurgia estética

Casal brasileiro é preso em Ciudad del Este suspeito de exigir R$ 25 mil de médicos
Panorara

Um casal brasileiro foi preso no sábado (26), em Ciudad del Este, no Paraguai, sob suspeita de extorquir uma equipe médica. Segundo a investigação do Comando Tripartite, os dois teriam exigido R$ 25 mil para não denunciar os profissionais após a realização de uma cirurgia estética. 

Os detidos foram identificados como Taiza Gomes de Campos, de 36 anos, e Adenir de Goes, de 56 anos, moradores de Francisco Beltrão, no Paraná.

A prisão ocorreu por volta das 9h30, na Avenida General Andrés Rodríguez, durante uma operação de entrega controlada autorizada pelo Ministério Público paraguaio.

Investigação começou após denúncia dos médicos

De acordo com as informações divulgadas, a investigação teve início depois que os profissionais procuraram as autoridades e apresentaram mensagens, vídeos e capturas de tela relacionados às cobranças e ameaças. 

Conforme o inquérito, Taiza havia realizado procedimentos de lipoescultura com retirada de pele e abdominoplastia em Ciudad del Este.

Meses depois, insatisfeita com o resultado estético, ela teria passado a ameaçar a equipe médica, afirmando que os denunciaria por suposto erro profissional caso o dinheiro não fosse pago.

O material apresentado pelos profissionais foi incorporado à investigação conduzida pela promotoria local.

Encontro foi marcado para o suposto pagamento

Para realizar o flagrante, os agentes do Comando Tripartite organizaram uma operação de entrega controlada.

O encontro para o suposto repasse dos R$ 25 mil foi marcado em um cartório de Ciudad del Este. Quando o casal compareceu ao local combinado, os policiais realizaram a abordagem e efetuaram as prisões.

Os dois foram encaminhados ao Departamento de Investigações de Alto Paraná e permaneceram à disposição da Justiça paraguaia.

Segundo o chefe do Comando Tripartite de Alto Paraná, Fabio Santacruz, houve troca de informações com autoridades brasileiras. A investigação também busca verificar se existem registros de situações semelhantes no Brasil e identificar eventuais outras vítimas.

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