Entre as principais intervenções estão a implantação de 621 quilômetros de novas redes elétricas e a entrada em operação de 22 novos alimentadores, circuitos responsáveis por levar a energia das subestações até os consumidores.
As obras são voltadas principalmente para áreas que registram crescimento urbano, industrial e agropecuário. No campo, o reforço da rede é considerado importante para atividades que dependem cada vez mais de equipamentos elétricos, como sistemas de climatização, ventilação, alimentação automatizada e motores utilizados na produção.
A região Oeste já possui cerca de 5 mil quilômetros de novas redes trifásicas distribuídas por 60 municípios. Somente na área rural de Cascavel são aproximadamente 371 quilômetros.
Outra frente do investimento será a automação do sistema. Dos novos equipamentos previstos para o Paraná, 121 bancos de reguladores de tensão serão instalados no Oeste, ajudando a manter a qualidade da energia fornecida aos consumidores.
A Copel também pretende ampliar o uso de religadores automáticos, equipamentos capazes de identificar determinadas falhas e realizar manobras na rede para reduzir o número de consumidores afetados e o tempo das interrupções.
O manejo da vegetação faz parte do planejamento. Segundo a companhia, aproximadamente 40% dos desligamentos estão relacionados ao contato de árvores e outros tipos de vegetação com a rede elétrica. Cascavel e Toledo estão entre os municípios contemplados por essas ações.
O investimento no Oeste integra um planejamento mais amplo da Copel Distribuição. Entre 2026 e 2030, a companhia prevê aplicar R$ 13,5 bilhões na distribuição de energia em todo o Paraná, sendo R$ 2 bilhões programados para este ano.
A estratégia inclui novas subestações, ampliação e modernização de estruturas existentes e reforço das linhas de distribuição, buscando preparar o sistema para o crescimento do consumo e melhorar a capacidade de resposta em situações de falhas e eventos climáticos.