O Governo do Paraná informou que a obra do novo planetário do Parque da Ciência Newton Freire Maia, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, entrou em uma nova etapa e alcançou 53% de execução.
Segundo a Agência Estadual de Notícias (AEN), a fundação e a terraplanagem já foram concluídas. A estrutura de concreto e alvenaria está em fase final, com 98% dos serviços executados. Também avançaram a divisão interna dos ambientes, as instalações hidráulicas, sanitárias e elétricas, além da drenagem, do calçamento e de adequações na área externa.
De acordo com o governo estadual, o planetário foi projetado para ser o mais moderno da América Latina. A futura estrutura receberá um sistema de projeção planetária fabricado pela empresa Zeiss, na Alemanha, já enviado ao Paraná e com chegada prevista ao Porto de Paranaguá nos primeiros dias de novembro.
Um dos principais diferenciais da obra, conforme a AEN, é o uso de madeira engenheirada na estrutura. As vigas, com vãos de até 30 metros, devem permanecer aparentes e integradas à arquitetura do edifício. Cerca de 75% dessa etapa já foi concluída.
A obra é conduzida pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), vinculado à Secretaria de Estado da Educação, com investimento aproximado de R$ 46,5 milhões. Os recursos são da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, por meio do Fundo Paraná.
Em nota divulgada pela agência oficial, o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, afirmou que o espaço deve fortalecer a relação entre educação, ciência e inovação. “O Planetário reúne educação, ciência e inovação em um espaço pensado para despertar a curiosidade e aproximar os estudantes do conhecimento científico. É uma estrutura que amplia as possibilidades de aprendizagem para a rede estadual e para toda a população”, disse.
Segundo a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, a técnica adotada combina precisão construtiva e redução de resíduos. A estrutura é produzida com pinus de florestas plantadas no Paraná e processado no próprio Estado, o que, de acordo com o governo, também ajuda a reduzir deslocamentos na cadeia produtiva.
Projeto arquitetônico
Batizado de Órbita, o projeto arquitetônico foi escolhido em 2024 por meio de concurso público nacional promovido pelo Fundepar. A proposta vencedora é assinada pelos arquitetos Gabriel Grothge Faria e Rita de Cássia Nardo, da empresa Nardo Grothge Arquitetos.
Conforme os autores, a cúpula de projeção é o elemento central do edifício, a partir do qual circulações e setores se distribuem em referência às órbitas de planetas e outros corpos celestes. A lógica circular também deve orientar o paisagismo do entorno.
O diretor do Parque da Ciência, Anísio Lasievicz, afirmou, em declaração reproduzida pela AEN, que o objetivo é ampliar as ações de divulgação científica e oferecer ao público uma experiência imersiva voltada à compreensão do universo.
Informações do Governo do Paraná, por meio da Agência Estadual de Notícias (AEN).