O Paraná diz ter revertido a queda nas coberturas vacinais e alcançado, em 2026, o maior índice de vacinação da última década. Segundo dados do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Estado já aplicou mais de 87 milhões de doses no período.
De acordo com a Sesa, a melhora veio após uma mobilização entre o governo estadual e as prefeituras dos 399 municípios. Em 2021, o Estado alcançava a meta do Ministério da Saúde em apenas uma vacina do calendário infantil; já em 2024 e 2026, passou a bater a meta em 10 imunobiológicos.
Entre os destaques citados pelo governo estão a BCG, que teria subido de 82% em 2021 para 100% em 2026; a poliomielite, de 80% para 95%; e a pentavalente, de 81% para 94% no mesmo período.
A Secretaria de Saúde também informou que mais de 1,2 milhão de carteirinhas de estudantes foram avaliadas, com aplicação direta de 509 mil doses. As ações incluíram postos abertos aos sábados, atividades extramuros e reforço da imunização em regiões de fronteira.
A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, afirmou que a atualização da caderneta é a melhor estratégia para reduzir o risco de reintrodução de vírus e de doenças evitáveis, como influenza, poliomielite e sarampo.
O governo estadual afirma ainda que o Paraná ocupa posições de destaque nacional em vacinas do calendário infantil, com liderança na Região Sul e bons índices em imunizantes como tríplice viral, hepatite A, poliomielite, pentavalente, rotavírus, meningocócica, febre amarela, varicela e pneumocócica.
Na vacinação contra o HPV, o Estado informa ter chegado a 91% de cobertura entre meninas e 87% entre meninos.