A Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou que prendeu 17 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais. A operação foi realizada na manhã de quinta-feira (15), com apoio da Polícia Civil de São Paulo.
De acordo com a PCPR, a ofensiva mobilizou cerca de 100 policiais civis nas cidades de Maringá, Sarandi, Praia de Leste, no Paraná, e Franco da Rocha, em São Paulo. A ação também contou com apoio aéreo e uso de cães de faro.
Segundo a polícia, foram cumpridas 14 ordens de prisão, 14 mandados de busca e apreensão, 16 medidas de bloqueio de contas bancárias e uma medida de sequestro de veículo. Durante o cumprimento das ordens, a corporação informou ter apreendido 15 quilos de drogas, entre maconha e cocaína, o que levou ainda à prisão em flagrante de mais três pessoas.
Investigação teve origem em Sarandi
Conforme a PCPR, a apuração foi desenvolvida ao longo de cerca de um ano em conjunto com o Ministério Público. O ponto de partida, segundo a corporação, foi a prisão de pessoas ligadas à distribuição de entorpecentes em Sarandi.
A partir da análise do material apreendido e do aprofundamento das diligências, os investigadores afirmam ter identificado uma estrutura mais ampla de fornecimento e distribuição de drogas para Sarandi e Maringá, inclusive com uso de entregas no modelo delivery.
Suspeita de comando remoto e investigação financeira
De acordo com a Polícia Civil, um dos investigados apontados como fornecedor e liderança do grupo mora atualmente em Londres, na Inglaterra, de onde supostamente coordenaria parte do abastecimento de drogas. Outro fornecedor relevante, ainda segundo a corporação, estaria em Praia de Leste, no litoral paranaense.
A investigação também aponta uma divisão de funções dentro do grupo, com suspeitos atuando em frentes como fornecimento, armazenamento, fracionamento, distribuição, entregas e movimentação financeira.
Segundo a PCPR, também há indícios de uso de contas bancárias de terceiros para receber e circular valores oriundos do tráfico, com o objetivo de ocultar a origem dos recursos. Por isso, a operação incluiu medidas patrimoniais e financeiras para tentar enfraquecer a estrutura econômica investigada.
Relevância regional
Embora a operação não tenha sido realizada em Foz do Iguaçu nem no Oeste do Paraná, o caso chama atenção por envolver o enfrentamento ao tráfico e à lavagem de dinheiro por parte da Polícia Civil do Estado. A menção ao Paraguai aparece de forma indireta na investigação, segundo a corporação, sem indicação de ação policial ocorrida na fronteira nesta fase da apuração.
Até o momento, as informações divulgadas são de fonte oficial e tratam os alvos da operação como suspeitos e investigados. O andamento do caso dependerá das etapas seguintes da investigação e da tramitação judicial.
Com informações da Polícia Civil do Paraná (PCPR).