Moradores de Foz do Iguaçu têm percebido uma mudança no tempo nos últimos dias, com rajadas de vento mais intensas e frequentes. A situação chamou a atenção, mas, segundo os institutos de meteorologia, o fenômeno é resultado da atuação de sistemas atmosféricos típicos do inverno na Região Sul.
De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a passagem de uma frente fria pelo Sul do Brasil provocou a formação de áreas de instabilidade, responsáveis por chuvas, trovoadas e rajadas de vento em diversas cidades paranaenses, incluindo Foz do Iguaçu. Em alguns momentos, as rajadas ultrapassaram os 60 km/h na região Oeste do estado.
Após a passagem da frente fria, uma massa de ar mais frio e seco avança sobre o Paraná. Esse contraste entre o ar frio que chega e o ar mais quente que ainda está presente em outras regiões gera um aumento da diferença de pressão atmosférica, favorecendo a ocorrência de ventos persistentes.
Além disso, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) destaca que, nesta semana, a atuação de uma área de baixa pressão sobre a Argentina, combinada com o chamado Jato de Baixos Níveis — uma corrente intensa de ventos que transporta ar quente e úmido da região amazônica em direção ao Sul do continente — contribui para intensificar as rajadas de vento em parte da Região Sul do Brasil.
Os ventos devem continuar?
A tendência é que os ventos permaneçam moderados a fortes enquanto esses sistemas atmosféricos estiverem atuando sobre a região. A intensidade pode variar ao longo do dia, sendo comum a ocorrência de rajadas mais fortes antes da chegada de novas mudanças no tempo ou durante a passagem de áreas de instabilidade.
Meteorologistas orientam a população a redobrar os cuidados, principalmente com árvores, placas, estruturas metálicas, objetos soltos em quintais e veículos estacionados próximos a árvores de grande porte, já que rajadas intensas podem provocar quedas de galhos e danos materiais.
Embora o vento forte cause preocupação, esse tipo de situação é considerado relativamente comum durante o inverno no Sul do Brasil, quando frentes frias, massas de ar polar e sistemas de baixa pressão atuam com maior frequência sobre a região.