Uma turista argentina foi picada por uma serpente durante uma visita ao Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, na quarta-feira (16).
A ocorrência foi confirmada pela Urbia+Cataratas, concessionária responsável pelos serviços de visitação no parque. Após o acidente, a equipe de emergência da unidade realizou os primeiros atendimentos e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A visitante foi levada ao Hospital Municipal Padre Germano Lauck, onde recebeu atendimento seguindo os protocolos estabelecidos para acidentes ofídicos.
Segundo nota divulgada pelo hospital, a paciente encontra-se estável e permanecerá sob acompanhamento da equipe médica durante um período de 72 horas de observação, conforme orientação do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox).
Espécie da serpente não foi confirmada
Até a atualização mais recente das informações, não havia divulgação oficial sobre qual espécie de serpente provocou a picada.
Também não foi informado oficialmente o ponto exato do Parque Nacional do Iguaçu onde ocorreu o acidente.
Uma publicação local relata que a visitante estava no início do passeio em direção às Cataratas quando teria pisado sobre o animal e sido atingida na perna. Como esses detalhes não constam no posicionamento público da concessionária reproduzido nas fontes consultadas, eles ainda não devem ser considerados uma descrição oficial da dinâmica do acidente.
Parque abriga fauna silvestre
O Parque Nacional do Iguaçu protege um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica do Sul do Brasil e abriga diversas espécies de animais silvestres.
Após a ocorrência, a orientação divulgada aos visitantes foi para que utilizem calçados fechados, permaneçam nas áreas demarcadas durante os passeios e evitem qualquer tentativa de aproximação ou contato com animais encontrados no percurso.
A presença de serpentes faz parte do ambiente natural de uma unidade de conservação e, por si só, não representa comportamento anormal da fauna.
O que fazer em caso de picada de cobra
O Ministério da Saúde orienta que vítimas de acidentes com serpentes sejam encaminhadas o mais rapidamente possível para atendimento médico.
Enquanto o socorro é providenciado, a recomendação é manter a pessoa calma, afastá-la do animal e, se possível, lavar a região atingida apenas com água e sabão. Objetos que possam comprimir o membro, como anéis, pulseiras e calçados apertados, devem ser retirados.
Não se deve fazer torniquete ou garrote, cortar o local da picada, tentar sugar o veneno ou aplicar substâncias caseiras. Essas práticas podem agravar o quadro e aumentar o risco de complicações.
Caso seja possível registrar o animal sem se aproximar ou correr risco, uma fotografia pode auxiliar os profissionais de saúde na identificação. Não é recomendado tentar capturar a serpente.
No Paraná, o CIATox mantém orientação especializada para casos envolvendo animais peçonhentos e auxilia os serviços de saúde na definição dos protocolos de atendimento.
Até a última atualização disponível, a turista permanecia estável e sob observação médica no Hospital Municipal de Foz do Iguaçu.