MP apura instalação de câmera em banheiro de colégio cívico-militar em Cambé

Polícia Civil e Secretaria de Estado da Educação também investigam o caso; escola afirma que equipamento estava voltado para a entrada dos banheiros

MP apura instalação de câmera em banheiro de colégio cívico-militar em Cambé
Foto: G1 PARANÁ
Nio Fibra

O Ministério Público do Paraná abriu investigação, nas esferas cível e criminal, sobre a instalação de uma câmera em banheiro do Colégio Estadual Cívico-Militar Érico Veríssimo, em Cambé, no Norte do estado. A apuração é conduzida pela 4ª Promotoria de Justiça de Cambé, com atuação na área da Educação.

O caso também é investigado pela Polícia Civil. Já a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) informou que determinou vistoria na unidade e instaurou uma comissão para apurar os fatos e indicar os encaminhamentos cabíveis.

A escola confirmou a instalação das câmeras, mas afirmou que os equipamentos estavam direcionados às portas de entrada dos banheiros masculino e feminino, sem captar os espaços destinados ao uso íntimo dos estudantes. Segundo a instituição, a finalidade seria acompanhar os acessos e contribuir para a segurança escolar.

De acordo com a Seed-PR, a instalação e o uso de câmeras em banheiros e vestiários das instituições estaduais de ensino são proibidos, inclusive quando houver equipamentos externos capazes de captar imagens desses ambientes. A pasta citou a Resolução nº 5.206/2026 e disse que a orientação segue regras de proteção à privacidade, à dignidade e à segurança dos estudantes.

A secretaria informou ainda que uma vistoria foi realizada na quarta-feira (21) e que, na ocasião, não foram encontradas câmeras nos banheiros. Uma equipe multiprofissional também foi enviada à instituição para atender alunos e a comunidade escolar.

Em comunicado às famílias, o colégio disse que as circunstâncias do acesso ao sistema de monitoramento e da divulgação de imagens serão apuradas, com preservação da identidade dos envolvidos. A direção também relatou atos de vandalismo, com a retirada forçada das câmeras instaladas nos acessos aos banheiros.

Até a publicação do caso, o Ministério Público não havia detalhado quais eventuais crimes estão sob análise nem o prazo para conclusão da investigação.

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